quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Boi Calemba Pintadinho: 100 Anos de muita história...


Texto e fotos Lenilton Lima


Um dos Grupos mais tradicionais do Rio Grande do Norte foi homenagiado na noite de 24 de setembro, no Patamar da Igreja de cidade.
Sob a luz da luar e dos rojões começava a brincadeira.... O cortejo saiu da própria Sede do Boi com o apoio da Banda Marcial saíram pelas ruas da cidade anunciando a brincadeira. Enquanto o cortejo acontecia, grupos folclóricos da cidade como o Boi Mirim davam inicio as apresentações no Patamar da Igreja. Durante o cortejo a população da cidade prestigiava e parabenizava o Boi Calamba Pintadinho pelo seu centenário. Ao chegar a Igreja Mestre Dedé Verissímo e Kleber Teixeira (Mateus) visivelmente emocionados dão inicio a brincadeira.
Estavam presentes as autoridades locais como o Prefeito Dr. Jaime Calado, o Presidente da Comissão Norte-Rio-Grandense de Folclore Severino Vicente, o Presidente Ada Câmara Municipal dos Vereadores Eraldo, entre convidados como Padre Murilo, a Maruja do Boi Calemba do Mestre Elpídio da cidade de Parnamirim, o Advogado Pablo Pinto entre familiares, amigos e parceiros do Boi Calemba Pintadinho.
A maior homenagem foi de receber o carinho e os aplausos da comunidade presente nesta noite.  Através das comemorações do Centenário do Boi Calemba Pintadinho o grupo e parceiros objetivou-se algumas metas como a pesquisa de sua própria história, criação do acervo com figurinos, adereços, fotografias entre outros objetos. Pretendo-se também recriar a viagem histórica que o Boi fez em 1929 no qual saiu da cidade de São Gonçalo do Amarante até chegar a praia da Redinha, onde no momento se encontrava o pesquisador paulista Mário de Andrade.
Através do tempo e contexto histórico o Boi Calemba Pintadinho é um grande exemplo para nós potiguares, que vem resistindo às grandes dificuldades e em muitas vezes a falta de incentivo, mas continuam perseverantes e confiantes de sua importância para a cultura e história do Rio Grande do Norte e para o Brasil.

Galeria de Fotos
 











domingo, 19 de setembro de 2010

Zé Martins e Banda Fibra de Coco

Faz Damião Rabequeiro tira sua Rabeca da Bizaca
 Texto e Fotos: Lenilton Lima

          O Poeta-Compositor e vocalista Zé Martins tem um trabalho intitulado “Tecnorural Nordestino Universal”, onde mistura musicalmente, o tradicional com o atual, trazendo as manifestações culturais de raiz para o moderno ,contemporâneo - futurista.

A Banda Fibra de Coco é composta, basicamente por músicos de vasto conhecimento do folclore e de outras manifestações culturais norte-rio-grandense.


A banda é composta por Filippo, Nildo, Cinho, Arthur, Dinei e Gláucio Teixeira. É com essa base sólida que o grupo esta sempre recebendo novos reforços, depois de Kiko (Guitarra) e Lilian (percussão) agora chega à vez do Mestre Damião na Rabeca, o mais novo reforço do grupo, tendo por objetivo  fortalecer a cultura tradicional e é nesse momento que Damião Rabequeiro tira sua rabeca da bizaca para enfrenta esse novo desafio.
Com cinqüenta e dois anos, ainda se recuperando de uma queda de uma carroça em que veio a fraturar o braço esquerdo. Damião usa um cordão que prende a rabeca ao seu corpo para ajudar com a movimentação dos dedos ainda não recuperado do acidente.

      O Rabequeiro de Laranjeiras do Abdias saiu de casa aos 12 anos encantado com a brincadeira do Boi de Reis e hoje faz parte do Ponto de Cultura BOIVIVO, Boi Calemba do Mestre Elpídio em Parnamirim, Boi de Janeiro de Buracos em São José do Mipibú, Boi Calemba Pintadinho de São Gonçalo do Amarante e ainda acompanha bonequeiros de sua região.
 
Único rabequeiro ganhador do Prêmio Cornélio Campina, Damião é um dos grandes rabequeiros do Rio Grande do Norte.

 Sua luta é encontrar na arte o seu reconhecimento como muitos artistas populares, e poder viver dignamente de sua arte.

Esses valores então em harmonia nesse trabalho, hoje traduzido no espetáculo Fumaça, Lenha e Fogo. Onde viajam na poesia, no coco, na ciranda e o Tecnorural Nordestino Universal.







terça-feira, 14 de setembro de 2010

O OITEIRO NÃO SE CALA...

Obras do aeroporto de São Gonçalo do Amarante prejudicam a ultima família produtora de artesanato em cipó do município.



Com a morte da Romanceira Dona Militana um grande espaço vazio fica na cultura, já que ela seria umas das últimas. Sua filha, sua neta são lembradas para levarem a frente o trabalho já que Maria José Salustino (Militana) herdou do Mestre de muitas artes do folclore o seu pai Atanásio Salustino e será possível que esse dom ainda esta na família? Mas o tempo corre e sua sucessora ainda é uma dúvida e o espaço vazio começa a ser preenchido por uma certeza. Sobraram os DVDs, fotos e vídeos dos romances ibéricos.

A irmã de Militana, Dona Maria das Dores do Nascimento, tem como sua irmã mais velha o dom do improviso, como muitas tiradas como se referiu as suas composições no ritmo do baião e aboios, ela relata causos trágicos e vivências de seu cotidiano, com o mesmo ar de timidez da irmã mais velha, que a considera como sua segunda mãe. A princípio se faz esquecidas de suas canções, mas depois não queria parar de cantar. Perguntei se ela seria capaz de recitar os romances ibéricos da época das cruzadas cantados por Dona Militana. Ela falou que talvez! Se tivesse acesso aos romances poderia se recordar.

Muito parecida fisicamente com a irmã mais velha, Maria das Dores há principio, um pouco desconfiada, mas com tempo torna-se receptiva às visitas.

Com 68 anos, Maria das Dores do Nascimento, nascida no Sítio Oiteiro é irmã mais nova de Dona Militana, filha de Atanásio Salustino e Maria Militana. Também herdou do Grande Mestre do folclore norte-rio-grandense o dom do improviso em seus versos.
Maria das Dores do Nascimento artesã há 60 anos, Conhecida pelo seu trabalho em cipó é proibida de tirar a matéria prima para seu artesanato mesmo estando nesse trabalho desde os oito anos.

Ir a mata é sempre uma aventura dependendo das encomendas, de uma a duas vezes por semana. Os perigos de cobras e insetos fazem parte das histórias contadas por Dona Maria Dores, que mesmo assim com a felicidade estampada no rosto comenta que “essa é a parte do serviço que mais gosta”.

A jornada da família começa às 6 da manhã e termina às 16 horas, o almoço e lanche e feito na mata. No dia da independência (07 de setembro) Dona Maria brinca e diz que iria desfilar na mata.





 " O que quero é voltar tirar cipó na mata de São Gonçalo, faço isso desde 1950 quando ia com meus pais" 





O amor pelo artesanato é passado de geração em geração, a sua filha Laudaci Maria, já tem sua neta de 3 anos Edeyne Ludmila ao seu lado descascando o cipó.

“Proibiram-nos de tirar cipó na mata aqui pertinho, estão botando a mata abaixo e agente não pode tirar uma planta que quando cortada se multiplica e em seis meses pode ser colhida novamente. Temos que sair de São Gonçalo do Amarante pra colher cipó em Gramorezinho, Genipabu ou estrada de Touros, antes trazíamos o cipó na cabeça, de carro de mão ou de carroça, não pagávamos nada hoje temos que desembolsar de 60 a 80 reais de frete”. Desabafa Laudaci.


D. Maria, Laudaci e sua neta de 3 anos

Laudaci mostra sua insatisfação e revela que já está perdendo o amor pelo artesanato e que já fez um curso de enfermagem para abandonar o artesanato pelas dificuldades de conseguir matéria prima.

Maria das Dores produz artesanato rústico que aprendeu com seu pai mestre Atanásio e já Laudaci aceita desafios e produz um artesanato refinado.
Os avanços estão chegando com o futuro aeroporto, a copa do mundo, as olimpíadas. Mas esses “avanços” têm que serem planejados junto ao povo, respeitando os costumes e tradições. Se não for assim fica claro para quem deve ser esses avanços.



E o Oiteiro não se cala...

“Morreu Edne Pereira
em situação singela
chamou e ninguém socorreu,
o cimento foi seu leito
e faca sua vela”.

Fragmento da composição de
Dona Maria das Dores.

    Temos que ter o cuidado para que nosso povo não perca o pouco que tem para os poderosos, e que nossa arte e costumes não sejam substituídos por outros. O que produzimos tem que ser (re) conhecido pelos que vem de fora e respeitado e valorizado por nos mesmo.


Fotos
Lenilton Lima

Apoio e Iniciativa
Ponto de Cultura Boivivo
Boi Calemba Pintadinho
Pedubreu
Congos de Calçola
Bambelô da Alegria






















sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sua Luta para o Boi Continuar Vivo

Mestre Elpídio e o Boivivo
Texto de Lenilton Lima


Mestre Elpídio
Mestre Elpídio figura importante e imponente do folclore potiguar, das andanças de Natal a Parelhas que chegavam a durar até seis meses, nessa época mostrava a Maruja do Mestre Manoel Curto seu amigo e cunhado. Quando resolve ter sua própria Maruja adere aos palcos do Prefeito Djalma Maranhão onde se tornam amigos e compadres, "na prefeitura tinha livre acesso ao seu Gabinete" relembra Mestre Elpídio.

Depois da cassação do Prefeito Djalma Maranhão, Mestre Elpídio se torna um ilustre desconhecido pela mídia, pela sociedade e autoridades culturais. Caçado juntamente com o compadre/Prefeito como costumava frisar em seus desabafos.

“Só voltei a trabalhar pela Prefeitura de Natal na época do Prefeito Garibaldi Filho porque quem ficava na frente da cultura foi Gileno Guanabara".  Depois de Garibaldi, Mestre Elpídio volta ao anonimato e passa a freqüentar grupos da terceira idade em Parnamirim. Onde se gabava dos prêmios que ganhava nas competições entre os idosos. Tudo que fazia se destacava.



Costuma falar das mulheres que passaram por sua vida, no total 36 mulheres e 21 filhos, sempre com um sorriso no rosto se divertia sobre o assunto.

O centro de direitos humanos e memórias populares entraram em contato com o mestre colheram imagens e informações, mas não lhes deram o reconhecimento que o mestre tanto desejava.
Foi com a professora Vera Rocha que mestre Elpídio chega ate a Capitania das Artes e esta sem “recurso” a envia Mestre Elpídio e o brincante de Boi de Reis Manoel Morosoia para a República das Artes, onde faz seu primeiro contato com a figurinista Kátia Dantas e o ator João Maria Pinheiro.

O Boi Calemba tinha poucas máscaras, seu figurino e adereços estavam descaracterizando o Boi, no Jaraguá as estampas era de um desenho animado do Walt Disney.

O que Mestre Elpídio queria era colocar seu Boi Calemba para brincar, e a República das Artes virou sua parceira. Fizemos orçamentos para Prefeitura de Parnamirim e divulgamos a importância do Boi para o Rio Grande do Norte.

 E a brincadeira não pode parar...

Foi na República das Artes que foi feito o primeiro figurino do Boi, na sede do Grupo de Teatro Artes e Traquinagens tendo no trabalho a coordenação de Kátia Dantas e uma equipe de voluntários, o figurino fazia parte de um trabalho de encenação do então aluno de artes João Lins. Na ocasião da encenação o Boi Calemba sobre o comando de Mestre Elpídio recebe o figurino.

A reivindicação a Prefeitura de Parnamirim é atendida, dos 10 mil reais pedido 2 mil reais foram entregues nas mãos do Mestre. O que me admirou foi o que o mestre fez, mandou fazer um figurino da forma que ele queria. Fez-nos ver seu grande conhecimento e que a descaracterização do seu Boi se dava pela falta de apoio a cultura do nosso Estado, e daí por diante trabalhamos pela originalidade e valorização do Boi Calemba.


As máscaras antigas com a armação de metal foram doadas pelo mestre Elpídio ao Boi de Buracos e o Mestre fez tudo como se fazia antigamente. Vinte e uma máscaras foram feitas de papel de embrulho e grude em formas de barro, um boi e um bode também foram feitos pelo Mestre.

Na saída da República das Artes do prédio da antiga TV Universitária na Cidade Alta para o Alecrim em 2007. A feira se torna o ponto de encontro entre artistas da República das Artes e a Maruja do Boi. Na reunião na nova sede da República o projeto Arte no Grito é assumido por todos da Associação República das Artes, a primeira intervenção cultural e feita no dia 06 de junho de 2008, a presença de mestre Elpídio, Damião Rabequeiro, Luciano Elpídio, Luiz Targino e Bia são uma constante. Mestre Elpídio compra a idéia e quando não estava se apresentando ficava nos cortejos do evento, O Mestre participa de mais de 14 intervenções na feira e vira personagens conhecido pelos feirantes e clientes da feira, sua alegria e desenvoltura nas ações da associação é sempre motivo de muita alegria para todos.

Com o prazo de inscrição dos editais para Pontos de Cultura do RN acabando João Lins, Lenilton Lima e Ana Luiza Palhano, sentam pra fazer o projeto do ponto de cultura na casa da educadora Mônica Palhano Campos. Durante cinco dias que são trabalhados os projetos Boivivo e Mão nas Artes.

De inicio achávamos que o projeto de encenação de João Lins poderia ser adequado ao projeto do Ponto de Cultura. Mas o projeto de encenação não dava para adequar a proposta de um Ponto de Cultura. Tínhamos 5 dias e não tínhamos nada. A não ser as vivências de Mestre Elpídio e o resto era a parte técnica.

Nasce o Boivivo do carinho e compromisso do mestre Elpídio com o alto do Boi de Reis. A equipe foi formada pela Arte Educadora Ana Luiza Palhano Campos, Lenilton Lima e João Lins.

Durante esse período Mestre Elpídio ganha o Prêmio Humberto de Maracanã de Culturas Populares que recebe o prêmio em vida e depois o ganha o Prêmio Cornélio Campina que ainda não recebeu, ainda em vida foi homenageado pela prefeitura de Parnamirim. Se o Mestre estivesse vivo seria um dos agraciados pelo benefício da Lei do Patrimônio Vivo.

Com sua morte aos 83 anos em uma enfermaria lotada sem colchão apropriado, cadeiras pra tomar banho e fazer suas necessidades fisiológicas, banheiros quebrados, sem dinheiro para comprar remédios e a ainda com a família passando necessidades. Além disso, o hospital não tinha equipamentos para fazer os exames e o Mestre Elpídio mesmo com a suspeita de câncer na próstata e tumor cerebral tinha que se deslocar para clínicas em outros bairros.

Foi assim que Mestre Elpídio se despediu cercado por seus familiares, ex-mulheres e amigos. “Nenhuma autoridade política ou cultural lhe fez visita”. Desabafa Carlos Elpídio, filho do Mestre.

Saudades de quem realmente era Mestre...


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Centenário do Boi Calemba Pintadinho...

O boi centenário


Publicação: 04 de Setembro de 2010 às 00
Tribuna do Norte por Maria Betânia Monteiro - Repórter

As cores, os sons e os movimentos do Boi de Reis ainda estão vivos na memória dos norte-rio-grandenses, sejam eles brincantes, espectadores ou ouvintes dos pais e avós contadores de história. Algumas comunidades no estado ainda têm o privilégio de contar com a presença deste folguedo, como no caso de São Gonçalo do Amarante, que tem o Boi Calemba Pintadinho ativo há pouco mais de 100 anos.

Divulgação
Projeto envolve ongs e instituições preocupadas com o futuro do mais rico brincante potiguar. Além de documentar, projeto vai realizar, em janeiro, a grande celebração dos bois potiguares. O Boi Calemba Pintadinho tem um papel muito importante em São Gonçalo do Amarante, segundo revela o fotógrafo e membro da Comissão do Folclore do RN, Lenilton Lima: “a cidade de São Gonçalo é muito violenta e esta aproximação da população com o boi é muito positiva”.



Acreditando neste poder do boi, a República das Artes, o Ponto de Cultura Boi Vivo, o pastoril Dona Joaquina, o Bambelô da Alegria, o Congo de São Gonçalo e o próprio Boi Calemba, se juntaram para dar ânimo, cor, vida e história ao folguedo.
No caminho das descobertas históricas, Lenilton e o grupo de parceiros resolveram cair em campo para coletar documentos e fazer o arquivo histórico do Calemba Pintadinho, além de coletar imagens fotográficas, vídeos, informações, instrumentos musicais e de composição dos personagens do boi para finalizar com a celebração maior, em janeiro de 2011.
A intenção é que no mês onde os brincantes do boi encerram as festividades do ciclo natalino, seja feita uma grande comemoração na cidade, com a presença de outros grupos folclóricos.


Próximas ações

O levantamento histórico faz parte de um projeto ainda maior, que é o de fomentar a identidade cultural do município, que já existe e que precisa ser reconhecida. “Trabalhamos com a autoestima do grupo, mostrando a importância da atividade do Boi Calemba”, disse Lenilton.

Segundo Lenilton, o boi tem oficialmente 105 anos, mas há suspeita de que seu trajeto seja ainda maior, já que o Mestre Atanasio Salustino, pai da romanceira Dona Militana, é tido como um dos primeiros mestres do Calemba Pintadinho no início do século XIX, sendo que antes dele, havia outro mestre, cujo nome é desconhecido.

“Vamos marcar um final de semana inteiro, onde ficaremos na comunidade, aguardando as fotos e demais objetos, que possam compor a história do Calemba Pintadinho”, disse Lenilton. O membro da comissão do folclore lembra que as fotos serão copiadas e devolvidas na mesma hora e todo acervo ganhará, no futuro, um memorial.

Outra ação de levantar a poeira é a série de eventos proposta pelo grupo, em comemoração aos 100 anos do Boi Calemba Pintadinho, que passou em branco, em 2005. A partir de agora, até o mês de janeiro, haverá em São Gonçalo e em outras localidades, vários eventos.

Um deles aconteceu ontem, quando o Mestre Dedé Veríssimo tocou o ensaio do Boi Calemba, assistiu com os integrantes e convidados o filme Boi de Prata, do cineasta Augusto Ribeiro Junior, que trazia imagens do Boi de São Gonçalo e dançou o autêntico forró pé de serra, puxado pelo rabequeiro Damião.

O próximo encontro está marcado para o dia 24 deste mês, onde a prefeitura de São Gonçalo vai promover uma homenagem ao Boi centenário.

Além de fomentar a autoestima da população através do Boi, as festividades também servirão para resgatar o Fandango e fortalecer os Congos e o Bandelô de São Gonçalo do Amarante.

Pontos de Cultura repassam saberes do Boi de Reis

Agora crianças e jovens tem a responsabilidade de manter a cultura do último Boi de Reis de Parnamirim

      Parceria firmada entre o Ponto de Cultura Boivivo e Ponto de Cultura Ileaô com o objetivo de valorizar e estimular o desejo de aprender a cultura de Boi de Reis, vem interagindo crianças, jovens e antigos brincantes da cidade de Parnamirim a participarem das oficinas ministradas pelos Mestres Dedé Veríssimo e Cleber Teixeira. Com um bom número de jovens, crianças e brincantes firma-se o compromisso e a responsabilidade de não deixar morrer o último Boi de Reis em atividade de Parnamirm.

Foto: Leniltom Lima

      No primeiro momento um pouco da historia de Mestre Elpídio.

  

Foto: Lenilton Lima
        No primeiro momento um pouco da historia de Mestre Elpídio.


Foto: Lenilton Lima 
                 Luciano um dos filhos mais novos do Mestre Elpídio, leva adiante a paixão pelo Boi de Reis.



Foto: Lenilton Lima
      Agora a responsabilidade está nas mãos das crianças e jovens



Foto: Lenilton Lima
Sede do Boi Calemba


Foto: Lenilton Lima
Visita do Mestre Dedé Veríssimo e Cleber Teixeira a casa do Mestre Elpídio.




Foto: Lenilton Lima
O Compromisso com o alto do Boi de Reis está firmado