domingo, 6 de outubro de 2013

Vídeo da ultima apresentação do Mestre Correia dos Congos de Calçola da Vila de Ponta Negra/RN



Na posse da Comissão de Folclore do Rio Grande do Norte no mês de maio de 2009, já se tinha descartado a apresentação dos Congos de Calçola da Vila de Ponta Negra por motivo de saúde do Mestre Correia.

Após o encerramento da solenidade de posse e das homenagens, todos os presentes que estavam no plenarinho da assembleia legislativa se dirigiram ao salão onde aconteceriam as atividades culturais.

Para nossa surpresa o Mestre José Correia já estava nos esperando para o inicio de sua ultima apresentação.


No dia 26 de maio, José dos Santos Correia deu entrada no pronto socorro do Hospital Walfredo Gurgel, segundo a família passou vários dias até que fossem realizados os exames necessários. A familia transferiu o Mestre para o Natal Hospital Center onde após complicações advindas de um Acidente Vascular Cerebral veio a falecer no dia 06 de junho de 2009.

Na unha do Guaxinim - Damião Rabequeiro

Inicialmente o Ponto de Cultura BoiVivo, tinha como objetivo pesquisar apenas Boi de Reis no Rio Grande do Norte. Mas como existe muitas ligações entre os Grupos de Boi e seus Mestres com outros setores da arte. Então resolvemos ampliar nossos olhares para a musica tocada nas comunidades, bonecos de João Redondo, pastoris e outros folguedos.

No ano de 2007 quando iniciamos a pesquisa com Boi de Reis tomamos conhecimento de um grande Rabequeiro que tocava Boi de Reis em muitos grupos. Fomos até Parnamirim aonde o Boi de Reis do Mestre Elpídio iria se apresentar em uma brincadeira no dia 24 de dezembro de 2007.

Desde essa época também passamos a acompanhamos Damião. Nosso Rabequeiro é trabalhador alugado é também ganha o sustento da família fazendo pequenos trabalho em casa de família.

Damião sonha em um dia viver só de musica, tocando Boi de Reis, para os bonequeiros, em vaquejadas e principalmente antigos cocos e forros pé de Serra, que ele diz ter aprendeu pelo rádio ainda quando criança.

A musica que Damião toca na Rabeca é "Na unha do Guaxinim" do Potiguar Elino Julião.

domingo, 28 de julho de 2013

A MAGIA DO BOI DE REIS DO RIO GRANDE DO NORTE COM MESTRE ELIAS E DAMIÃO RABEQUEIRO!

As tesouras do Mestre Elias Baraúnas de 57 anos!


O Boi de Reis é o auto mais completo do folclore brasileiro. É composto com a dança, musica, poesia, teatro e tudo isso regado a muito improviso distribuído em até quatro horas de espetáculo.

O Boi de Reis é composto por bailes intercalados pelas apresentações das figuras. Todos os quadros têm seus passes (danças). Alguns dessas danças são chamados de tesoura e é isso que Mestre Elias Baraúnas nos mostra nesse vídeo e fotos ao som da Rabeca de Damião Rabequeiro.


Poucos são os Mestres e brincantes que nos dias de hoje tem essa habilidade. Mestre Elias é discípulo do Mestre Severino Caboclo, atualmente mora no Córrego são Mateus do Munícipio de Lagoa Salgada é um dos poucos brincantes do Rio Grande do Norte que faz as tesouras dos antigos Mestres.

Esse trabalho faz parte do Projeto de revitalização do Boi-de-Reis de Parnamirim. Graças a parceria da Prefeitura através da Fundação Parnamirim de Cultura e dos Pontos de Culturas Boivivo e Ileaô.

Não vamos permitir que a Cultura de Boi-de-Reis caia no esquecimento!

INFORMAÇÃO E INSCRIÇÕES
Fundação Parnamirim de Cultura
parnamirimmulticultural@hotmail.com - fone 3644 8336








































sábado, 6 de julho de 2013

NO DIA 20 DE JULHO A FEIRA DO ALECRIM COMPLETA 93 ANOS.


A Feira do Alecrim já foi o maior evento Sociocultural do Rio Grande do Norte. No passado não se tinha supermercados e os clubes de entretenimento e lazer eram de privilegio de poucos.

Durante essa longa caminhada a feira sofreu muitas transformações, mas, firmemente resisti e continua cumprindo seu papel na vida dos nataleses.

Em 2007 teve início o processo de revitalização da feira do Alecrim, e uma eleição depois o processo parece ter estacionado naquele primeiro momento. As tendas sempre foram velhas não resistem o peso da agua da chuva e os banheiros públicos sem condições de uso.

Na época que iniciaram a troca das barracas pelas tendas, também iniciamos uma campanha para que se incluísse a arte e a cultura nesse processo de revitalização.

Nos anos de 2008 e 2009 sempre nos meses de junho e julho nos da República das Artes comemoramos o aniversario da feira através do projeto “Arte no Grito”, sem nenhum apoio da prefeitura estivemos na Feira durante dois anos.  

O que recebemos da prefeitura foi às ameaças dos fiscais e até a proibição dos palhaços argentinos na Feira da Rocas.

Protestamos na Feira do Alecrim e criemos o Movimento Ninguém Micala. Diante das perseguições aos grupos as apresentações foram se esvaziando até paramos com as apresentações gratuitas para turistas, clientes e feirantes.

Esse ano nos da República das Artes, através do Ponto de Cultura Boivivo, Pastoril Dona Joaquina fizemos um forró Pé de Serra na feira do Picado, na ocasião estiveram presente o ator, musico e diretor João Maria Pinheiro do Grupo de Teatro Artes e Traquinagens e o Palhaço Luciano Cebolinha.

Nossa proposta juntar os amigos artistas, grupos e todos aqueles que gostem de arte e de feira para no dia 20 de julho comemorar os 93 anos de existência da Feira do Alecrim.

A feira sempre foi palco dos artistas e a revitalização das feiras de Natal, não estarão completas sem um espaço para nossa arte e cultura.


NESSES DOIS ANOS DO PROJETO “ARTE NO GRITO” SE APRESENTARAM OS GRUPO E ARTISTAS:
Artes e Traquinagens com teatro, forro Pé de Serra e Brega, Grupo Estallo de Teatro, Grupo Parachoque de Teatro, Boquinha de Mel, Shicó do Mamulengo, Pau e Lata, Pastoril Dona Joaquina, Grupo Quiromania, Forro Pé de Serra do Mestre Gaspar, Boi Calemba do Mestre Elpídio e Damião Rabequeiro.


UM POUCO DE HISTÓRIA
A Feira do Alecrim foi organizada no dia 20 Julho de 1920 pelo paraibano José Francisco dos Santos acompanhado de três amigos.

Apenas algum tempo depois a prefeitura moveu a feira para o sábado, e a partir do ano de 1930 passou a cobrar impostos dos feirantes que ali comercializavam. Em 12 de junho de 1958 foi colocada uma placa de bronze no atual número 1297 da Avenida Coronel Estevam, atestando a realização da feira.

Em março de 2007, a feira passou por um processo de organização e padronização promovido pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur).

Foram disponibilizados, entre outros benefícios, banheiros quimicos, lixeiras fixas, guardas municipais e garis trabalhando durante todo o período da feira, além da padronização das tendas dos feirantes.
Segundo a SENSUR, em 2011 havia 836 bancas e 437 feirantes cadastrados.