quinta-feira, 21 de setembro de 2017

PROJETO DEZ PARA CULTURA


O Projeto dez pra Cultura visa usar a arte e a cultura como ferramenta de se trabalhar o social. 

Nesse primeiro momento estamos trabalhando em parceria com a tribo de índio Pataxó visando o fortalecimento do índio no carnaval são-gonçalense, como também os valores intelectuais, sociais e culturais de seus componentes. Nesse dia 20 de setembro além do ensaios das quartas-feiras ainda recebemos a visita do artista Mércio Torres Songuinha que nos presenteou com uma apresentação de seu personagem Songuinha e falou de sua historia de vida e como economizar água,choque elétrico e drogas que foi muito bem aceito por todos.









quarta-feira, 1 de julho de 2015

BOI LAVRADADINHO DO MESTRE AUGUSTO ELISÁRIO



Mestre Augusto Elisário de 65 anos
Nos do Ponto de Cultura BoiVivo, que desde o ano de 1997 pesquisamos a cultura do Boi de Reis potiguar, em nossas visitas aos Mestre e Brincantes ainda nos surpreendendo com a grandeza da arte e cultura do Rio Grande do Norte, em visita a Apodi, no dia 29 de junho, nos tivemos  a grata surpresa de conhecer Mestre Augusto Elisário de 65 anos, que é discípulo do Mestre João Marins, também nascido e criado em Apodi.
O que mais nos impressionou é que esse grupo de Boi de Reis é totalmente diferente dos Bois que já conhecemos, nem em nossas andanças pelo Brasil vimos nada semelhante. Apesar de o grupo brincar no toque de rabeca, pandeiro e triangulo e ter apenas homens na brincadeira como o Boi tradicional, todas as musicas são diferentes dos demais grupos de bois, o primeiro Caboclo e Segundo Caboclo, tem funções parecidas com o do Mestre e Mateus, mas em uma dramaturgia totalmente diferente, o grupo não tem galantes e nem damas e sim caretas.
Em uma tentativa de modernizar sua brincadeira, Mestre Augusto mudou os nomes e até o figurino. Quando ele nos explicava como era o nome dos personagens que comandam a brincadeira, sem querer falou o nome do personagem original, depois ficou fácil de chegar ao figurino e adereços.
Quando o Mestre João Marins, entregou o grupo ao Mestre Augusto no ano de 1970, o grupo era comandado por dois caboclos e usava um figurino feito de palha de carnaúba que cobria quase o corpo todo e no roto uma mascara de papelão. As viagens diminuíram, o grupo diminuiu suas atividades, então Mestre Augusto mudou o nome dos caboclos para Maestros e vestiu seus brincantes de paletó. Mesmo modernizando seu grupo não teve apoio da atual gestão da prefeitura de Apodi e segundo ele caiu no esquecimento do governante.
O grupo também tem nome diferente, chama-se de Boi Lavradadinho, os personagens são: Primeiro caboclo, Segundo caboclos tem de cinco a doze mascarados, Boi, Burra, Pinta e a moça do forró.

Tendo em vista a importância desse alto, que provavelmente faz parte da cultura indígena potiguar, nos da Associação República das Artes/BoiVivo estamos fazendo uma parceria com Lucia Tavares do Cento Histórico – Cultura Tapuias Paiacus de Apodi e Jussara Galhardo do Grupo PARAUPABA, para reviver esse patrimônio da Cultura Brasileira.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

RESTAURAÇÃO DO ACERVO DO BOI DE CALEMBA DO MESTRE ELPÍDIO

Cabeça da Burrinha do Gigante
O Ponto de Cultura BoiVivo é inspirado na vivencia de Mestre Elpídio, estando em atividade desde o ano de 2007 e tendo se oficializado como Ponto de Cultura no ano de 2008. Desde então pesquisamos as andanças, personagens, figurino e adereços do Boi de Reis do Rio Grande do Norte.
Com Elpídio aprendemos a técnica de confecção das mascara das figuras do Boi de Reis do Rio Grande do Norte. O Incentivamos e financiamos ao Mestre a confeccionar as mascara das figuras do Boi de Reis, como também a construção de um novo boi e de um bode. Nesse mesmo tempo inscrevemos o Mestre em dois editais no qual foi contemplado, o primeiro foi o prêmio Humberto de Maracanã do MinC, o mestre recebeu em vida o valor de 10 mil reais e o Cornélio campina pago a família após sua morte, o valor de 6 mil reais.
Infelizmente o Mestre faleceu em janeiro de 2010, depois de sua morte tudo parou, o ponto de cultura ainda fez varias tentativas de reviver o grupo, mas infelizmente, não tivemos êxito.
Nesse mês de outubro, o Ponto de Cultura BoiVivo foi procurado pelos dois filhos de Mestre Elpídio, Carlos e José, o motivo era a situação precária em que se encontrava o figurino, adereços e personagens do acervo deixado pelo Mestre. Uma praga de ratos danificou gravemente esse tão valioso patrimônio potiguar, das 21 mascaras dos personagens apenas quatro escaparam e mesmo assim danificadas.
Assim que tivermos autorização de pegar o acervo deixado por Elpídio, começamos o trabalho de restauração, as peças em madeira que chegaram corroídas por cupim já foram dedetizadas e as mascaras de papelão vamos usar a mesma técnica que o mestre nos ensinou para reforma.
Os personagens maiores como boi, bode, Jaraguá e mariquinha provavelmente teremos que mudar as madeiras, mas o tecido que esta com grandes buracos feitos pelos ratos vamos apenas lavar e procurar alguém que restaure, já que nele existe uma pintura feita pelo próprio Mestre.
O objetivo do Ponto de Cultura BoiVivo é restaurar e fazer uma exposição na sede do Ponto de Cultura BoiVivo/Pastoril Dona Joaquim em São Gonçalo do Amarante no mês de Janeiro, esperamos que nesses dois meses sejam tempo suficiente para restaurar o estrago feito pelos ratos, pela umidade e pelo tempo.
Com ajuda dos vídeos que gravamos com Mestre Elpídio nos do ponto de Cultura BoiVivo vamos identificar e contar a historia de todos os personagens.
O Boi de Mestre Elpídio foi fundado em Natal no Bairro de Morro Branco no ano de 1949, Na época que foi fundado tinha o nome de Boi Pintadinho e por sugestão do Ex-prefeito Djalma Maranhão teve o nome mudado para Boi Calemba que permanece até hoje.