terça-feira, 6 de março de 2012

ATÉ DILMA PREFERE DONA MILITANA

Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante

ainda nem nasceu e continua tendo batismo disputado

Sérgio Vilar
sergiovilar.rn@dabr.com.br

foto: Lenilton Lima

A romanceira Militana Salustino pode alçar voos inimagináveis para uma senhora simples da comunidade rural de São Gonçalo do Amarante. Se receber das mãos do presidente Lula a comenda de honra máxima aos agentes culturais do país já foi um feito, ter seu nome estampado no batismo do novo aeroporto internacional de São Gonçalo seria a consagração. O obstáculo para o fato se concretizar é poderoso. E político. Um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, o deputado Henrique Eduardo Alves criou projeto de lei sugerindo o nome do pai, o ex-ministro Aluízio Alves, para batizar o novo aeroporto. Já a sugestão do nome de Dona Militana é de autoria do deputado Paulo Wagner.

Os dois projetos de lei tramitam hoje no Congresso. A disputa entre os dois deputados - entre os nomes de Aluízio Alves e Dona Militana - tem um favorito. Henrique Alves é hoje líder do maior partido político no Congresso. Com mais de dez mandatos, é também o deputado mais antigo e um dos mais bem articulados parlamentares. É notória a sua capacidade para conduzir e influenciar. No plano local, tem ainda o apoio da Academia Norte-rio-grandense de Letras e Conselho Estadual de Cultura.

Paulo Wagner tem o apoio da desarticulada classe artística, sem peso político. Um grupo praticamente formado por agentes culturais do próprio município de São Gonçalo do Amarante e que fez algum barulho, até chegar aos ouvidos do deputado e virar projeto de lei. E foi com este ideal emanado da cultura sãongonçalense e com simpatia de setores culturais do Estado que Paulo Wagner peitou o favoritismo do edil conterrâneo e propôs o nome de Aeroporto Internacional Dona Militana para o novo terminal aéreo do Estado. O projeto (2815/2011) tramita na Câmara desde novembro de 2011 e está sujeito à aprovação da Comissão de Viação e Transportes (CVT).

Defesa de Dilma

Hoje, os dois projetos se encontram na mesma CVT. Mesmo após o recesso, a Câmara dos Deputados trabalha em ritmo lento e nenhuma comissão foi formada por completo. Na CVT, por exemplo, sequer o relator foi escolhido. E será ele a peça-chave para escolha do nome do novo aeroporto potiguar. E o critério será julgado na comissão. Claro, há a política, o convencimento. E aí a figura de Henrique Alves é favorita. Cabe ao novo relator da CVT o envio de apenas um projeto à Comissão de Educação e Cultura, cuja
presidência cabia até então à deputada potiguar Fátima Bezerra. Se não houver veto, segue à Comissão de Cidadania e Justiça, onde será transformada em lei. E por falar em Fátima Bezerra, ela é mais entusiasta de Dona Militana, além de ter testemunhado, em novembro de 2011, Dilma Rousseff defender o nome da romanceira: "Eu estava na hora quando ela defendeu o nome de Dona Militana", enfatizou.


fonte: Diário de Natal - Muito
Edição de domingo, 4 de março de 2012



sábado, 28 de janeiro de 2012

AS EMAS DO RIO GRANDE DO NORTE QUE CÂMARA CASCUDO DISSE QUE NÃO EXISTIA

Texto, fotos e vídeo: Lenilton Lima








Em Materia publicado na Tribuna do Norte no “Fascículo 4 - Massacres no Rio Grande” que se refere à Ema no Brasão Holandês do Rio Grande.

Á reportagem cita as afirmações do historiador potiguar Câmara Cascudo sobre a não existiam das aves aqui no Rio Grande do Norte e atribui o desenho do pássaro no Brasão Holandês ao chefe indígena Jandui que por ser aliado dos holandeses ganha a homenagem do Conde Mauricio de Nassau.
Jandui ou Nhanduí siguinifica, A Pequena Ema.

Em 2007 eu, Lenilton Lima e a antropóloga Jussara Galhardo fomos a Assú/RN com a missão mapear duas comunidades e colher assinaturas dos caboclos açuenses que requeriam da FUNAI o reconhecimento de suas comunidades como de origem indígenas.

Sempre que chegamos ao Banguê nós nos dirigimos à casa de João Brabo de 86 anos, ele é um dos moradores mais antigo da localidade.

Nesse dia ele falou sobre os remédios que seu povo tirava da mata e dos animais que o seu pai e os moradores mais antigos caçavam.

Logo que ele começou a falar sobre a existência das emas no Banguê, me vem na lembrança da publicação do jornal Tribuna do Norte onde Câmara Cascudo contestava a existência dessas aves aqui no nosso Estado.

Algumas duvidas me vem.

Como Jandui um índio Cariri nascido no Rio Grande do Norte recebe o nome de uma ave que não tinha no Estado?

No depoimento do Senhor João, ele afirma que no final dos anos 40 ainda existia emas nas matas de Assú/RN.

Diante desse impasse estou postando o vídeo de seu João Brabo contando as historias das emas do Rio Grande do Norte que Cascudo disse que não existia.










sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

PEDUBREU Canta Boi Tungão de CHICO ANTÔNIO

Espetáculo do PEDUBREU na sede do TEART na Ribeira –Natal/RN
Vídeo: Lenilton Lima
Texto: Gláucio Teixeira

O PEDUBREU, é uma espécie de "TecnoCoco", um movimento, que se apoia na promoção primitiva dos costumes e tradições populares, como: Bambelô, Capoeira, Cocos, Poesia, Teatro, Romances, Folguedos e Cordéis, fundidos com a musicalidade Techno. Além de estudar ícones e influências musicas. Mestre Ambrósio, Cabruera, Cordel do Fogo Encantado, Jacksom do Pandeiro, Elino Julião, Alceu Valença.