segunda-feira, 20 de agosto de 2012

DAMIÃO RABEQUEIRO, UMA HISTÓRIA DE AMOR PELO FOLCLORE POTIGUAR










No mês do folclore o Ponto de Cultura BoiVivo em produção independente esta fazendo o CD do Mestre Rabequeiro Damião Cosme de Oliveira de 56 anos.

O Objetivo é eternizar a arte de um dos maiores rabequeiros do Rio Grande do Norte como também promover uma ação de sustentabilidade para o artista. As musicas do CD já foram gravadas e estão em processo mixagem e Masterização. 

A realização CD é da República das Arte através do Ponto de Cultura BoiVivo, tendo com produtor Aldair Miranda. Gravado, mixado e masterizado por Kico Mosca.

Kico Mosca Captando tudo das dezoito musicas gravadas



Agência de publicidade L4 Comunicação vai fazer a criação de capa do CD e as fotos de Lenilton Lima. Nossa grande dificuldade é na impressão do encarte, box e prensagem do CD, mas que tentaremos resolver através de apoiadores culturais.




O clima da gravação, Damião era só alegria
Damião sempre foi apaixonado pela musica e 
segundo seu amigo Severino Manoel da Cunha (Bia), quando criança Damião fazia seus instrumentos. Com uma vareta e um cordão amarrado nas extremidades em forma de arco e um pedaço de pau o tocador ainda criança construía sua própria rabeca e passava a imitar os rabequeiros que ele via tocar. 





Mais tarde com ajuda dos amigos mais velho fazia pandeiro com lata de doce, fazia janelas na lateral da lata e com um arame e tampas de garrafa improvisava uns guizos e estava pronto seu pandeiro.

Segundo o Próprio Rabequeiro, depois de aprender a toca nos pandeiros de lata, com apenas seis anos passou a acompanha o sanfoneiro Severino Eufrazino Barbosa, mais conhecido como Negão. As tocadas era nas proximidades de sua casa, forros e vaquejadas nas imediações do Sítio Buracos e São José do Mipibu/RN.
Em pé Kico Mosca, Aldair Miranda. Sentados Damão Rabequeiro e Bia
Ele relata que passava dias tocando com o sanfoneiro e que as mãos doíam e inchavam. O couro duro do pandeiro e a mão sensível de criança tornava insuportável a dor e diante da situação fugia para não toca. Mas que logo era convencido pelo pagamento adiantado.

Damião foi criado pela avó que zelosa com o neto não permitia que ele viajasse com o Boi de Reis do Mestre Ciço Matias do Mirante distrito de Goianinha/RN. Mas foi aos doze anos que o ainda criança, inventou uma mentiu para avó dizendo que iria para casa da mãe e fugiu de casa para brinca boi de Reis voltando um mês depois.

Nessa primeira experiência longe de casa já entrou na maruja como primeiro galante, nas horas vagas pegava na rabeca do tocador do Boi de Reis colocava em pratica o que ouvia e um ano depois aos treze anos se tona o rabequeiro da maruja do boi de Reis.

Damião Rabequeiro tem um currículo extraordinário. Já tocou para os Mestres de Boi de Reis Ciço Inácio, Severino caboclo, Mestre Elpídio, Joaquim Augusto, Mestre Abdias, Mestre Elias e Mestre Dedé Verissimo. No Mamolengo acompanhou os irmãos Antônio Soares e Miguel Relampo.

O Rabequeiro sustenta a família, com as atividades do Ponto de Cultura BoiVivo, trabalhando alugado nos roçados limpando mato, cortando cana ou fazendo limpeza nas casas próxima da residência da sua tia Antônia em Parnamirim.

Suas mãos expressão toda sua vivência no duro trabalho diário.

Damião Cosme de Oliveira sonha em viver de sua arte, se apresentando em vaquejadas, feiras livres tocando forro pé de serra para o povo dançar e principalmente viajando com os grupos de Boi de Reis.

Os Calos da mão de um dos maiores artistas do RN causado pelo cabo da enxada.