quinta-feira, 19 de maio de 2011

FANDANGO

               O projeto “MAR E GUERRA” tem como objetivo reviver o Fandango de São Gonçalo do Amarante/RN. Essa ação vai proporcionar um estudo elaborado sobre o Fandango, dando destaque aos Mestres Atanásio, Manoel Horizonte e brincantes e públicos afins. Retratando também as várias tentativas já realizadas para salvar o Fandango de sua extinção no Município.


Mestre Sevulo Teixeira,
Discípulo do Mestre Atanáso Salustino

O Fandango são-gonçalense tem importância singular, pois suas jornadas continuam nas lembranças dos discípulos do Mestre Atanásio, tendo ficado conhecido nacionalmente por sua filha Dona Militana Romanceira do Município.

Militana foi discípula do Mestre Atanásio e umas das poucas artistas a receber em 2005, das mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Comenda Máxima da Cultura Popular, em Brasília.

Encontrar conhecedores das jornadas do Fandango em São Gonçalo do Amarante/RN é fato rotineiro, o auto é relembrado com satisfação em cada roda de conversa.

Mestre João Viana, Discípulo do
Mestre Manoel Horizonte
A idéia de revitalização do Fandango partiu dos Mestres, ex-brincantes, expectadores e jovens que nunca viram uma só apresentação do auto. Dando assim segurança ao Ponto de Cultura Boivivo a certeza do interesse do grupo na organização do processo de revitalização dessa marujada.

O fandango é um espetáculo popular que engloba romance, dança, música, anedotas, ditos, lendas e orações. É uma festa em homenagem aos marujos, que acontece na época natalina. É também conhecido como Marujada, Barca, Chegança dos marujos.

O auto popular, já era tradicional no início do século XIX e constitui-se numa convergência de cantigas brasileiras e de xácaras portuguesas (narrativas populares em versos), distinguindo-se a Nau Catarineta.

Reunião com os Mestres de folclore
 em Santo Antônio dos Barreiros
O espetáculo desenvolve-se em patamares de igrejas, palcos ou ao ar livre. O elenco é composto pelo mar-e-guerra, imediato, médico, piloto, mestre, contramestre, duas alas de marujos e dois palhaços (o Vassoura e o Ração). Os personagens vestindo fardas de oficiais da Marinha e marinheiros cantam e dançam ao som de uma orquestra. Há um cortejo de abertura que canta e recita episódios da vida no mar.

Não podemos esquecer que um país só se desenvolve quando membros e representantes do povo se engajam nesse processo. Um deles é a cultura. Por isso, é importante o empenho de todos para reviver esse FANDANGO sobrevivente dos mares portugueses e que se faz presente em terras brasileiras desde o século XIX.

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